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	<title>Arquivos curiosity - Tirando Duvidas</title>
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	<description>Seu site de informações e tira Duvidas Sobre Inss, Fgts , educação e Saúde</description>
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		<title>Robô Curiosity não pode passar por zonas de Marte com potencial de vida</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2015 11:00:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após gastar milhares de milhões de dólares para colocar na superfície de Marte um robô destinado a procurar indícios de vida, a Nasa não pode enviá-lo a zonas onde há possibilidade de encontrá-los por temor de que sejam contaminados com micróbios da Terra. Funcionários da Nasa informaram à AFP que a frustrante situação é resultado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Após gastar milhares de milhões de dólares para colocar na superfície de Marte um robô destinado a procurar indícios de vida, a Nasa não pode enviá-lo a zonas onde há possibilidade de encontrá-los por temor de que sejam contaminados com micróbios da Terra.</p>
<p>Funcionários da Nasa informaram à AFP que a frustrante situação é resultado da decisão, adotada anos atrás, de baixar o nível de limpeza requisitado pelos protocolos da Nasa para o material que entra em contato com o entorno úmido de Marte onde possa haver vida, se é que ela existe.<br />
&#8220;Não queremos ser lembrados como a espécie que chegou a outro planeta e acabou com a vida existente&#8221;, comentou Jorge Vago, pesquisador do projeto ExoMars da Agência Espacial Europeia (ESA) &#8211; que pretende enviar uma sonda a Marte em 2016 e um robô de exploração em 2018.</p>
<p>O espectro desta possibilidade voltou a pairar na segunda-feira com o anúncio de novas provas sobre a presença de água na superfície do planeta vermelho, não apenas num passado remoto, como também atualmente.</p>
<p>Tratam-se de linhas que cortam as encostas de Marte por onde fluem o que parece ser água ultra-salgada.</p>
<p>Curiosity, o laboratório móvel da Nasa que pousou na superfície do planeta vermelho em agosto de 2012, especialmente desenhado para detectar a presença de micróbios.</p>
<p>Sua missão é coletar e analisar amostras de solo em busca de &#8220;matéria orgânica e as condições ambientais que possam ter levado à existência de vida, agora ou no passado&#8221;, de acordo com a ESA.</p>
<p>No entanto, como um cirurgião incapaz de operar por falta de sabão, o robô não pode sequer aproximar-se &#8211; muito menos escavar &#8211; as ranhuras que apareceram esta semana porque está muito sujo.</p>
<p>&#8211; Fora do permitido &#8211;</p>
<p>&#8220;Curiosity não foi desenhado para ir a um lugar capaz de ter vida microbiana&#8221;, explicou Michael Meyer, cientista do programa da Nasa de exploração de Marte. &#8220;Para isso, precisaríamos de um nível superior de limpeza&#8221;, disse à AFP.</p>
<p>A presença de uma poderosa bateria de ferramentas capazes de detectar a vida é tão mais irritante para alguns cientistas quanto o primeiro aparato que a Nasa conseguiu pousar com sucesso sobre Marte, há 40 anos, o Viking, caso cumprisse com o requisito.</p>
<p>&#8220;As missões que enviamos desde a Viking não foram limpadas no mesmo nível. Viking era essencialmente estéril&#8221;, admitiu Catharine Conley, que dirige o escritório de proteção planetária da Nasa, encarregado de evitar uma contaminação entre a Terra e outros corpos celestes do Sistema Solar.</p>
<p>&#8220;Seria muito bom voltar a ter aquela capacidade, poder ter acesso às ranhuras e coletar amostras&#8221;, agregou.</p>
<p>Mas o perigo de enviar o Curiosity para uma &#8220;zona quente&#8221; onde possa existir vida marciana é real.</p>
<p>As zonas de Marte designadas como &#8220;especiais&#8221; estão fora de jogo, esclareceu Vago.</p>
<p>Cada bactéria que vem do clandestino a bordo de uma nave espacial &#8220;pode, em certas circunstâncias, encontrar condições adequadas para prosperar. E isso deve ser totalmente excluído&#8221;, acrescentou.</p>
<p>A ES, a Nasa e outras agências espaciais estão regidas por um tratado internacional destinado a &#8220;evitar uma contaminação danosa&#8221; na exploração espacial.</p>
<p>Essa contaminação poderia resultar em outro cenário problemático.</p>
<p>&#8220;Nós também tentamos matar todas as bactérias presentes nas sondas para que não acabemos descobrindo a existência de vida em Marte que seria, na verdade, traços de nossa própria imundície&#8221;, disse Conley.</p>
<p>&#8211; Dinheiro, dinheiro, dinheiro &#8211;</p>
<p>Há muitas razões pelas quais a Nasa optou por não por elevar o Curiosity e outras missões em Marte aos níveis esperados para entrar em contato com a vida extraterrestre.</p>
<p>&#8220;Mas não havíamos confirmado a presença de água na superfície de Marte no momento em que o Curiosity foi criado&#8221;, destacou Jim Watzin, diretor da agência de exploração marciana da agência espacial norte-americana.</p>
<p>&#8220;Curiosity foi desenvolvido para seguir explorando descobertas anteriores que haviam estabelecido, através da geologia, que a superfície de Marte havia abrigado água em um passado remoto mas não no presente&#8221;, informou o especialista à AFP.</p>
<p>O laboratório móvel pode recorrer a seus sensores remotos para coletar informação nas rachaduras a certa distância, esclarece.</p>
<p>O dinheiro também foi um fator. &#8220;É uma questão de pressuposto e prioridades&#8221;, disse Conley. &#8220;As pessoas tendem a preferir que se faça pesquisa científica com baixo orçamento&#8221;.</p>
<p>Outro fator é que as mesmas técnicas usadas para esterilizar o material da Viking &#8211; essencialmente o expondo a altas temperaturas durante dias &#8211; poderia danificar ou destruir os novos equipamentos científicos.</p>
<p>A próxima missão da Nasa rumo ao planeta vermelho, Marte 2020, não foi desenvolvida especialmente para condições super limpas, informou Watzin, embora tenha agregado que isso pode mudar.</p>
<p>&#8220;O maior desafio para a Marte 2020 é obter o máximo nível de limpeza necessário para garantir as nossas amostras sejam mantidas em condições ideais de limpeza e possam ser estudada na Terra&#8221;, agregou.</p>
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